quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

The Elder Scrolls V: Skyrim chega ao Brasil com promoção nesse fim de semana

Um dos jogos mais aguardados de 2011 acaba de chegar ao Brasil. Falamos de Elder Scrolls V: Skyrim, produzido pela Bethesda, e que está disponível nas lojas para PlayStation 3 e Xbox 360, com manual e caixa em português.


Outra novidade para quem adquirir o jogo será o mapa de Tamriel, um brinde exclusivo de lançamento, e poderá também participar da promoção que começou no último dia 3 de dezembro, no site www.elderscrollsbr.com onde três cópias do jogo serão sorteadas. 

Em Skyrim, o jogador tem novamente a sensação de se aventurar em um mundo grandioso e aberto, com total liberdade para fazer o que quiser e progredir da forma que achar melhor nas missões. Seu personagem é o lendário “Dragonborn” (ou Dovahkiin no idioma dos dragões) e pode falar a língua dos dragões. Sua missão é lutar contra tais seres que voltaram para o mundo de Skyrim. 
As opções de criação do seu personagem são inúmeras, e a liberdade é o maior atrativo do jogo, algo aplicado de uma forma excelente em Skyrim, superando até mesmo seus antecessores. Os gráficos também foram atualizados e cheios de detalhes no cenário, além de um grande arsenal de armas, magias e habilidades que podem ser utilizadas. O jogo já pode ser encontrado nas lojas por um preço sugerido de R$ 199,90. 



Bug em Mario Kart 7 permite cortar metade do caminho em pista

Rapidamente após o lançamento de Mario Kart 7 para o Nintendo 3DS nos últimos dias, jogadores estão começando a explorar bugs que estão tornando a experiência multiplayer online um pouco menos agradável. Este em questão, permite que eles deixem de percorrer metade do percurso na pista Maka Wuhu.


O bug consiste em encontrar um ponto não cercado na pista, de forma que com o uso de um cogumelo, para prover um turbo, o jogador possa se lançar tão longe contra a água que ao ser feita a reposição do kart, ele seja colocado do outro lado do percurso, sem ter que dar a volta.
O jogador que descobriu disse não querer incentivar o uso da manobra no modo online, porém será difícil impedir que se torne um truque extremamente difundido. Outros jogadores relatam já terem visto efeitos semelhantes em outras pistas, o que pode indicar que haja mais desses “atalhos”.
Este problema levantou uma questão pertinente, se a Nintendo consideraria a ideia de liberar uma correção através de download para o jogo, algo que até então ela não fez para nenhum de seus títulos.



PlayStation Vita só permitirá acesso a uma conta da PSN por console

Sony está criando uma situação cada vez mais incômoda para o lançamento do PlayStation Vita. Em vez de mostrar os novos recursos do seu portátil da nova geração, a empresa parece estar divulgando, na verdade, o que o sistema não é capaz de fazer. A limitação da vez é em relação a um dos recursos mais importantes que a Sony oferece, a conexão à PlayStation Network:Vita só permite que o jogador registre uma única conta da PSN no aparelho.


Isto quer dizer que a possibilidade de viajar para diferentes regiões e comprar jogos exclusivos para a PSN europeia ou a japonesa, foi eliminada. Além disso, o sistema não poderá ser compartilhado com amigos ou familiares que também possuam ou desejam ter contas próprias na PSN, pois não é possível simplesmente fazer o login de um novo usuário, como o PSP atualmente permite. Para registrar uma conta nova, é necessário retornar o Vita para as suas configurações de fábrica, potencialmente apagando toda a sua personalização do sistema.

Um dos grandes diferenciais do Vita é exatamente o fato de ser livre de travas regionais, mas se não pudermos comprar jogos de diferentes regiões online, por estarmos presos à conta de uma região específica, qual o propósito? A decisão foi, provavelmente, tomada como uma medida contra a pirataria, mas para um portátil com tanta tecnologia, ela parece estar sendo desperdiçada.
PlayStation Vita será lançado no ocidente no dia 22 de fevereiro de 2012.


Ridge Racer ganha novo trailer para o PlayStation Vita

A versão de Ridge Racer para o PlayStation Vita ganhou um novo trailer que, entre cortes bruscos e diversos efeitos que acabam ocultando a ação do jogo, mostra diversos aspectos do título, e seus gráficos.  


Se algumas texturas parecem borradas e abaixo da expectativa para um jogo do novo portátil, o título compensa na sensação de velocidade e derrapagens impossíveis, marcas registradas da série. É possível até reconhecer algumas pistas de edições anteriores da franquia. O trailer também mostra um novo modo de organização de ligas de corrida online e diferentes opções de customização dos carros. 

Ridge Racer, que sai em dezembro no Japão e em fevereiro no resto do mundo, aparentemente virou figura carimbada ao se tornar game de lançamento para portáteis. Se levarmos Ridge Racer 3D em consideração, que chegou às prateleiras junto com o 3DS, podemos ter mais um ótimo game que explora a capacidade do seu sistema em mãos. Infelizmente, o jogo só deve ser lançado com cinco carros e três pistas, já que será mais barato e terá um grande foco em DLCs. Será uma estratégia de vendas eficiente? 
Por sair na frente (sem trocadilho), Ridge Racer vai acabar se tornando referência de corrida no portátil, como aconteceu no 3DS. Vamos descobrir como o PlayStation Vita se comporta quando chegar ao Brasil em 22 de fevereiro. Até lá, fique com o vídeo: 



Primeiro trailer de Monster Hunter 4 era, na verdade, demo jogável

Fãs da série Monster Hunter ficaram impressionados com as possibilidades de Monster Hunter 4, que chega Nintendo 3DS em 2012. O anúncio do jogo foi realizado por meio de um trailer mostrado em um evento da Nintendo pré-Tokyo Game Show, em setembro. Mas o que se imaginava ser um vídeo animado era, na realidade, uma versão preliminar do futuro título, que foi jogada pelos próprios desenvolvedores e gravada na forma de um trailer.


Em um recente vídeo da série Iwata Asks – no qual o presidente da Nintendo entrevista e discute diversos temas relacionados aos jogos – o diretor da Capcom, Kaname Fujioka, começou falando sobre Monster Hunter 3G, que sai esta semana no Japão. Acreditava-se que a ação mostrada era muito linear e cinematográfica para ser uma parte jogável, mas Fujioka confirmou que se tratava de uma gravação da sua equipe jogando em tempo real a nova sequência.
Sem dar maiores detalhes sobre a jogabilidade, que parece bem mais fluida e livre se comparada com jogos anteriores da franquia, Fujioka decidiu que era importante divulgar esta informação para que os fãs saibam o que esperar do jogo.
Considerando que MH3G ganhou uma demo para o 3DS, podemos supor que veremos também uma demo para o novo game. Ainda não há datas de lançamento no ocidente definidas para Monster Hunter 3G Monster Hunter 4. Fique mais uma vez com o trailer:



Vídeo apresenta os protagonistas de Yakuza: Dead Souls


Após confirmar uma versão de Yakuza: Dead Souls para o Ocidente, é hora da produtora SEGA começar a fazer propaganda do game por aqui, com direito a vídeos cheios de estilo. O novo trailer, por exemplo, nos apresenta os protagonistas da aventura – os quatro possíveis personagens jogáveis -, entre eles o herói Kazuma Kiryu e o badboy Goro Majima. Vale notar que o trailer mostra ainda os gostos pessoais de cada personagem. Kazuma, por exemplo, gosta de fazer serviço comunitário e de jogos de baseball. Para que isso? Para conhecermos melhor os heróis, claro.
Yakuza: Dead Souls pega a popular série Yakuza da SEGA e cria uma variação bem peculiar. O jogador escolhe um personagem dentre quatro velhos conhecidos da franquia para enfrentar uma invasão zumbi que tomou as ruas da cidade.
Ele é bem diferente dos outros capítulos da franquia, mas ainda assim foi considerado bem divertido e teve boa aceitação entre os fãs mais exigentes. Você pode pegar seu mafioso preferido e eliminar hordas de zumbis utilizando uma variedade de armas, incluindo até mesmo uma metralhadora giratória no lugar do braço.
Apesar da demora para lançar esta versão no Ocidente, a SEGA promete retrabalhar no sistema de tiro em terceira pessoa, deixando os controles melhores para quem está acostumado a este tipo de jogo.
O game chega em março de 2012, exclusivamente no PlayStation 3.









Back to Karkand, DLC de Battlefield 3, ganha data de lançamento

DICE confirmou nesta quinta que Back to Karkand, pacote de expansão de Battlefield 3, chega hoje ao PlayStation 3. O anúncio não menciona outras plataformas, mas considerando uma declaração anterior da empresa que dizia que o PS3 teria exclusividade sobre DLCs para o jogo durante uma semana, podemos esperar versões para Xbox 360 e PCs por volta do dia 13 de dezembro.


O anúncio foi dado através da conta oficial do PlayStation no Twitter. Back to Karkand oferece quatro mapas clássico de Battlefield: Strike at Karkand, Wake Island, Gulf of Oman e Sharqi Peninsula. Além disso, a expansão também traz cinco novas dog tags (recompensas por mortes à faca), cinco novos Troféus/Achievements, três novos veículos e dez novas armas, de games anteriores da série.
O download de Battlefield 3: Back to Karkand será gratuito para quem comprou a Edição Limitada do jogo. Para os demais jogadores, o valor pode assustar: US$ 14,99 na Playstation Network e PCs, ou 1200 Microsoft Points na Xbox Live.


Gotham City Impostors ganha novo trailer animado e detalhes sobre versão beta

Um game do Batman, com tiroteios e sem o Batman? Gotham City Impostors é muito mais do que uma versão temática de Team Fortress, ele é um game de tiro em primeira pessoa que coloca dois times de “impostores” em guerra pelo controle da cidade.


Enquanto uns malucos vestidos de Batman procuram dominar Gotham City, outro grupo com roupas baseadas no Coringa também luta para assumir a cidade. A campanha de divulgação do game ganhou mais um trailer, animado e inspirado em quadrinhos, mostrando pessoas comuns se preparando para as batalhas.
De maneira totalmente diferente do que vimos na série Arkham, Gotham City Impostors dá uma abordagem cartunesca ao universo do Batman, no qual os jogadores podem customizar totalmente os seus vigilantes e criminosos para se enfrentar em uma variedade de modos multiplayer inspirados no herói. O site oficial do jogo está registrando atualmente jogadores que querem participar da versão beta do jogo, que abrirá ainda em dezembro.
O game completo estará disponível apenas via download, para PlayStation 3, Xbox 360 PCs, a partir do dia 10 de janeiro. Agora, fique com o vídeo:



Nintendo Wii Exclusivo

The Legend of Zelda: Skyward Sword



The Legend of Zelda: Skyward Sword é a origem da lenda

Nome: The Legend of Zelda: Skyward Sword
Gênero: Aventura
Distribuidora: Nintendo
Plataforma: Wii

Sempre que se fala sobre The Legend of Zelda e, principalmente, sobre a sua controversa linha do tempo que liga os games da série, pouco se discute sobre os seus temas recorrentes, como a origem do reino de Hyrule, da Triforce, da Master Sword, e por que Zelda é a personagem-título da franquia. E o motivo é simples: embora os jogos tenham dado várias dicas pelo caminho, nenhum realmente se aprofundou nestes temas. Até agora.
Ocarina of Time, considerado o melhor da série e um dos melhores jogos de todos os tempos, marcava o início cronológico da série, do qual todos os outros podem ser considerados sequências. Skyward Sword se passa antes dele, e é claramente uma prequência do clássico do Nintendo 64. Embora várias gerações estejam entre eles, os jogos se complementam de maneira perfeita, como se representassem uma única narrativa.
Um elo com o passado
A narrativa, aliás, é um dos pontos mais fortes do jogo. Link mora em uma cidade que flutua acima das nuvens no céu, Skyloft, e é amigo de infância de Zelda. Descrito pelos habitantes da cidade como preguiçoso e distraído, Link é estudante de uma academia de cavaleiros que patrulham os céus, montados em grandes e amistosas aves, os Loftwings. Link tem o único Loftwing vermelho, mas não tem dado muita atenção para ele. No dia do seu teste final – uma corrida pelo céu contra os outros estudantes –, Zelda, que tem um carinho especial pelo amigo, faz questão de acordá-lo bem cedo.
Link vence a corrida, apesar da sabotagem do bully local, Groose (que possui trejeitos exagerados, mas é um dos mais interessantes coadjuvantes do jogo) e, em um passeio com Zelda para comemorar, seu Loftwing é atingido por um tornado e ela cai, sem que Link possa fazer nada. Logo ele descobre que existe um mundo para explorar abaixo das nuvens, e é exatamente para onde ele vai. Neste momento, a história realmente começa.
O jogo conta a história de uma Deusa que, para salvar seu povo da destruição, o levou aos céus, onde estariam seguros. Muitos anos depois, o povo se acostumou com a vida no céu e trata a superfície como lenda, uma vez que é invisível através das nuvens. Com a ajuda de uma criatura celestial chamada Fi, que o acompanha em sua espada, Link abre passagem para as três grandes áreas acessíveis em terra firme: uma rica floresta, um infernal vulcão e um árido deserto. Se estas áreas parecem familiares, as semelhanças não param por aí.
É perigoso ir sozinho. Leve isto.
Para explorar estas áreas, como é de praxe, Link usa diversos itens que são encontrados de diferentes maneiras, mas o mais importante ainda é sua espada. Com a ajuda do Motion Plus – que pode ser encaixado ou integrado ao Wii Remote – seus gestos com o controle na mão são fielmente reproduzidos pelo herói no jogo. Golpes horizontais, verticais, diagonais e retos para a frente são todos necessários para enfrentar diversos inimigos que vêm de todos os lados e atacam (e principalmente se defendem) de inúmeras maneiras.
O jogo também apresenta diferentes escudos que servem para se defender de diferentes ataques. Um gesto rápido com o Nunchuk o deixa na sua frente, lhe protegendo. Mas ataques defendidos assim quebram o escudo com o tempo. É necessário “rebater” o ataque inimigo, movendo o Nunchuk ao mesmo tempo. Este parry mantém a integridade do seu escudo e abre a defesa do inimigo para um contra-ataque.
Não são somente os escudos que são variados. Quase todos os itens podem ser melhorados de uma maneira ou de outra com a ajuda do ferreiro de Skyloft, que exige algum dinheiro e diferentes tesouros para a forja. Estes tesouros, aliás, são uma das grandes novidades do jogo: minério, pedras preciosas, mel, penas, gosma, insígnias e até feno podem ser usados para fortalecer ou dar novas funções para os itens.
Bolsos cheios, garrafas vazias
Para carregar estes itens, Skyward Sword os divide em três categorias: os itens principais, que são selecionados com o botão B e incluem estilingue, bombas e o novo besouro – um item que sai voando do braço de Link e serve para pegar itens à distância, levar itens de um lugar a outro ou simplesmente explorar lugares inacessíveis –, entre outros. Há também os itens de suporte, para os quais são necessários bolsos extras para o seu cinto, que incluem seu escudo, garrafas, expansões para carregar mais bombas, sementes ou flechas, medalhas – que servem para encontrar mais tesouros, corações, rupees e mais, dependendo do tipo.
Finalmente, temos os tesouros e os insetos, que podem ser reunidos infinitamente. Os insetos são pegos com uma rede própria (que também pode ser melhorada) e usados para melhorar as diversas poções do jogo, vendidas em Skyloft. Se o seu bolso de itens de suporte ficar cheio, objetos podem ser guardados em um guarda-volumes no Bazar, um mini-shopping que reúne a loja de poções, o ferreiro, uma loja que vende itens como escudos, flechas e bombas e até um vidente, que pode lhe dar dicas do caminho a seguir.
Todas estas pessoas realmente moram em Skyloft e possuem suas casas, para as quais retornam à noite. A cidade é rica em detalhes e cheia de vida, e quase todos possuem uma ocupação e pedem sua ajuda de diferentes maneiras, nas inúmeras sidequests do jogo. Para explorar a cidade à noite, basta dormir em qualquer cama e acordar mais tarde (o que também recupera sua energia).
Para salvar o jogo, a Nintendo adotou um método um pouco retrógrado, mas que funciona no jogo: estátuas espalhadas por toda parte. Toda vez que você salva em uma estátua na superfície, você cria um ponto de retorno naquela região. Quando voltar depois, pode cair diretamente em frente a uma estátua específica, eliminando viagens desnecessárias.
Impossível ficar parado
Energia é uma outra novidade do jogo, mas não na forma dos corações. Link agora possui uma barra de stamina, que pode ser usada para correr mais rápido, escalar com mais agilidade e usar golpes mais elaborados com a espada, como o famoso spin attack. Link é  um atleta neste jogo, que também exige muita movimentação do jogador. Quem jogou Wii Sports Resort vai se sentir em casa, já que muitos elementos de jogabilidade estão presentes aqui.
Além da óbvia luta de espadas, bombas jogadas por cima lembram o basquete. Jogadas por baixo, lembram o boliche. Ao se jogar de um precipício, é possível guiar a direção da queda assim como no salto de para-quedas. Voar com a sua Loftwing funciona de maneira similiar ao avião que sobrevoa a ilha de Wuhu. Até o método de arco-e-flecha de Resort (puxando o Nunchuk para trás) está no jogo, embora seja opcional. Até o tênis de mesa está lá, mas não vamos estragar a surpresa. De maneira geral, o botão B seleciona, equipa e guarda itens, e A os usa.
Aqui encontramos um dos poucos problemas do jogo: a mira não é baseada no cursor infravermelho, mas sim na calibragem do próprio Motion Plus em relação à TV, o que pode causar problemas às vezes. Ao movimentar o Wiimote, é sempre importante retornar o controle para a posição neutra: apontado para o centro da tela. Após vários movimentos, é possível que o controle se descalibre. Para centralizar o controle novamente (mais uma vez, assim como em Wii Sports Resort), é preciso apertar o direcional para baixo ao usar itens com mira, como o arco, ou apertar C para entrar na visão em primeira pessoa. Abrir o mapa com o botão + também funciona, o que é ótimo para batalhas, porque pausa a ação.
Os itens, é claro, serão usados para derrotar os vários chefes do jogo, em batalhas épicas e totalmente diferentes umas das outras. Ghirahim, o espalhafatoso vilão que o persegue durante todo o jogo, e que vai lhe dar muito trabalho para derrotar, representa apenas um pouco da dificuldade da última boss battle. Você provavelmente jogará em pé, incorporando totalmente o personagem de Link, com o escudo na mão, e a espada na outra.
Lugares para ver, coisas para fazer
Wii é capaz de gráficos belíssimos e detalhados, mas a falta de um hardware mais poderoso está começando a pesar demais. A decisão por um estilo visual levemente cartunesco – um meio-termo entre o forte cel-shading de Wind Waker e o realista Twilight Princess, dá ao jogo um aspecto de pintura renascentista, principalmente no efeito aquarela que cenários à distância ganham.
Skyloft, cidade-natal de Link, é provavelmente o cenário 3D mais rico que a Nintendo já criou, colorido e cheio de personalidade. Esta pequena vila nas nuvens possui muitos segredos em suas diversas áreas, e há sempre algo novo para ver. A caracterização de cada habitante é perfeita. Cada pessoa age de um modo distinto e, dependendo das suas ações – Link ainda não fala, mas é possível escolher respostas diferentes para cada pergunta – é possível descobrir mais sobre suas vidas.
Skyloft parece um lugar de verdade e, mais do que isso, parece um lugar ótimo para se viver. O mesmo não se pode falar sobre a superfície abaixo das nuvens, que é extremamente hostil. As três grandes áreas também foram muito bem representadas, mas estão cheias de perigos. A floresta parece ter vida própria, e oferece fauna e flora diversificados. O vulcão também é perigoso, e será revisitado algumas vezes em situações cada vez piores. Preste atenção nos seus detalhes e caminhos ramificados: Vão salvar sua vida.

Já o deserto é maior que várias regiões juntas de games anteriores, e onde boa parte da história do jogo é contada. Quando você pensa que explorou tudo, uma nova área se abre. Aqui o jogo mostra um dos seus melhores efeitos visuais: viagem no tempo. Mas não é do jeito que se espera. A maneira como o jogo faz a transição entre os dois períodos é impressionante, e garante alguns dos momentos de jogabilidade mais original do game.
Voltando para o céu, existem várias outras pequenas ilhas flutuantes que podem (e devem) ser exploradas. Algumas são habitadas por personagens igualmente interessantes, e fazem parte das sidequests do jogo. Voar de uma para outra é fácil e prático, e a viagem tem uma ótima paisagem. Este processo lembra a navegação entre as ilhas no grande mar de Wind Waker.
Uma viagem musical
Os jogos da série The Legend of Zelda sempre tiveram uma excelente trilha sonora, mesmo com as limitações dos primeiros games do NES. A trilha de Skyward Sword, praticamente 100% orquestrada, é uma das melhores da série. Não é melhor que as de Ocarina, Wind Waker ou mesmo Majora’s Mask, já que traz poucos temas reconhecíveis – além de algumas faixas que estão ao contrário –, mas seu estilo é puramente Zelda, e empolga o jogador constantemente.
Diferentemente dos games citados acima,Skyward Sword não é um jogo baseado em música, e o seu instrumento musical, a harpa, também não ajuda. O método usado para tocar consiste unicamente em movimentar o Wiimote para os lados no tempo certo, e a música se toca sozinha. Você aprende músicas novas, mas elas são selecionadas automaticamente, de acordo com o local e o contexto. Foi uma decisão triste, e o único uso ruim da captura de movimentos do jogo.
Falando em música, a edição especial limitada do jogo inclui, além do disco de jogo, um CD com músicas da trilha sonora de toda a série, gravadas ao vivo por uma grande orquestra, e um Wiimote Plus (com o Motion Plus embutido), dourado e com o brasão de Hyrule gravado. Sem dúvida um item para colecionadores e fãs da série.
Conclusão
The Legend of Zelda: Skyward Sword não somente destrona Ocarina of Time como o melhor (e maior) jogo da série, mas também merece o título de melhor jogo do Nintendo Wii. 25 anos depois, a série encontrou, no passado, respostas para quase todas as suas perguntas. Preste atenção em tudo o que Zelda lhe disser neste jogo. Você nunca mais vai vê-la da mesma maneira. Na verdade, depois deste jogo, você nunca mais vai ver a série da mesma maneira.
Dando um show de jogabilidade, a Nintendo mostrou como fazer um jogo completo com controle de movimentos, que realmente funciona de maneira intuitiva. Considerando que ele usa a mesma tecnologia de Wii Sports Resort, seu maior defeito é talvez ter sido lançado um pouco tarde. Quem não tem problemas em se mexer jogando, vai encontrar aqui a melhor experiência do tipo possível, e ainda vai ganhar uma história longa (serão necessárias pelo menos 50 horas para terminar o jogo), mágica e sensacional, como só a Nintendo é capaz de escrever. Não abandone seu Wii ainda. Você precisa jogar Skyward Sword.